Ele, relator do STF no caso Master, encaminhou à PGR pedido de opinião sobre se a apuração da Polícia Federal sobre os influenciadores que atacaram o Banco Central deve seguir no STF ou ser remetida à instância inferior. A investigação envolve o chamado Projeto DV, contratos para mobilizar perfis como Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite e ligações à liquidação do Banco Master, o que levanta questões de jurisdição e impacto institucional. Ele aguarda a manifestação da PGR antes de definir o foro.
- Toffoli pediu à PGR que diga se a investigação dos influenciadores fica no STF ou vai para a primeira instância
- A Polícia Federal investiga uma rede de influenciadores do “Projeto DV” que atacou o Banco Central
- O projeto teria oferecido pagamentos e contratos com cláusulas de sigilo para influenciadores
- O caso está ligado à liquidação do Banco Master e a disputas político‑financeiras
- Aguarda‑se a manifestação da PGR e a continuidade das apurações da Polícia Federal
Toffoli pede parecer da PGR sobre foro em investigação de influenciadores ligada ao caso Master
O ministro Dias Toffoli, relator do processo no STF sobre o caso Master, solicitou à Procuradoria‑Geral da República (PGR) uma posição sobre qual instância deve conduzir a apuração de uma rede de influenciadores que atacaram o Banco Central. O pedido antecede decisão final sobre competência, em razão da conexão entre essa apuração e o inquérito principal sobre a liquidação do Banco Master.
Inquérito da Polícia Federal
A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar se houve crimes como formação de quadrilha, calúnia, difamação e disseminação de informações falsas com a finalidade de influenciar opinião pública e autoridades. A PF identificou perfis mobilizados e reuniu mensagens e contratos que motivaram a consulta de Toffoli à PGR sobre definição de foro. Veja mais sobre o inquérito da Polícia Federal que apurou ataques de influenciadores ao Banco Central.
O que é o Projeto DV
A investigação descreve uma operação codinome Projeto DV, em referência a Daniel Vorcaro, dono do Master. Reports apontam que cerca de 40 perfis de influenciadores receberam propostas para defender interesses do banco e criticar o Banco Central. Haveria ofertas financeiras, acordos de confidencialidade com multas elevadas e orientações para uma operação de gestão de crise. Parte dos influenciadores teria recusado as propostas, mas a existência e a escala do plano são centrais para a apuração — com detalhes levantados em reportagens sobre o ‘Projeto DV’ e as propostas a influenciadores.
Nomes e redes apontadas
Coberturas jornalísticas e peças do inquérito mencionam influenciadores como Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite entre os contactados. Aparecem também referências a agências e grupos de comunicação citados na apuração, como UNLTD Brasil e Portal Group BR, além de redes associadas a figuras do meio midiático. Esses apontamentos ajudam a mapear o alcance e os possíveis canais usados na operação — inclusive com relatos de tentativas de bancos e agências de recorrer a influenciadores para apresentar versões sobre o caso.
Por que a definição de foro importa
A decisão sobre foro determinará se o caso seguirá no STF ou será remetido à 1ª instância, afetando quem julgará eventuais ações penais e quais prerrogativas processuais serão aplicadas. A consulta de Toffoli à PGR busca dirimir dúvidas sobre competência em um caso que mistura aspectos financeiros, regulatórios e políticos. A dimensão financeira do episódio, incluindo disputas sobre ressarcimentos e práticas de mercado, aparece em apurações relacionadas, como apontado em reportagens sobre decisões do BRB em meio às investigações.
Implicações institucionais e públicas
O episódio evidencia a interseção entre redes sociais, influência política e regulação financeira. A existência de uma iniciativa organizada e financiada para atacar a atuação de uma autoridade monetária levanta questões sobre tentativa de moldar decisões regulatórias por meios externos. A apuração da PF e a movimentação do STF e da PGR mostram o esforço do sistema jurídico em enquadrar essas práticas nas regras penais e processuais. Coberturas adicionais destacam como grupos de comunicação e bancos têm buscado respostas e narrativas públicas no episódio (relatos sobre a atuação do BRB junto a influenciadores).
O que observar a seguir
A próxima etapa é a manifestação formal da PGR sobre a competência, que deve influenciar a decisão final de Toffoli. Paralelamente, a Polícia Federal seguirá coletando provas digitais, identificando envolvidos e avaliando responsabilidades criminais. Novas informações sobre contratos, valores oferecidos e atores envolvidos podem surgir conforme avançam as investigações relacionadas ao Master e à liquidação do banco. Notícias complementares e atualizações sobre as apurações estão sendo publicadas em diferentes reportagens, como esta sobre o desenrolar das investigações e medidas adotadas por instituições financeiras.
Quem é quem na investigação
- Dias Toffoli — relator no STF, pediu parecer da PGR.
- Procuradoria‑Geral da República (PGR) — acionada para orientar sobre foro e competência.
- Polícia Federal — conduz o inquérito que apurou o Projeto DV e reuniu provas.
- Daniel Vorcaro — ligado ao codinome da operação e ao Banco Master.
- Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite — influenciadores citados nas apurações.
- Agências e grupos de comunicação citados na apuração compõem o ecossistema investigado.
Conclusão
O ministro Dias Toffoli pediu à PGR que se manifeste sobre o foro relativo à apuração da Polícia Federal sobre o Projeto DV e os influenciadores ligados à liquidação do Banco Master. Ele aguarda esse parecer antes de decidir se o caso permanece no STF ou é remetido à 1ª instância. A definição de competência será determinante para o rito processual e as prerrogativas aplicáveis enquanto a PF aprofunda a coleta de provas.
Para acompanhar os próximos capítulos dessa apuração, leia a cobertura sobre o caso Master e os desdobramentos das investigações.
Perguntas frequentes
- O que pediu o ministro Dias Toffoli?
Pediu à PGR que opine se a apuração sobre influenciadores que atacaram o Banco Central deve seguir no STF ou ser remetida à 1ª instância.
- Do que trata o inquérito da Polícia Federal?
Investiga uma rede de influenciadores suspeita de coordenar ataques ao Banco Central, apurando crimes como formação de quadrilha, calúnia, difamação e divulgação de informações falsas.
- O que é o Projeto DV?
Um esquema identificado com ofertas pagas a influenciadores para questionar a liquidação do Banco Master e desgastar o BC, com recrutamento, acordos de confidencialidade e valores mencionados nas apurações.
- Quem são os nomes citados e qual o papel deles?
Influenciadores como Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite foram contactados; Daniel Vorcaro aparece ligado ao codinome da operação; agências e grupos de mídia também são apontados.
- Quais são os próximos passos do caso?
A PGR deve emitir sua opinião sobre o foro; enquanto isso, a PF segue colhendo provas e identificando envolvidos. Após a manifestação da PGR, Toffoli decidirá a competência.