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Marco Rubio prestou esclarecimentos ao Senado sobre a operação em Caracas e os planos dos Estados Unidos. Ele afirmou que não há intenção de usar força militar e que a cooperação com a Venezuela é do interesse venezuelano. Rubio destacou a meta de normalizar relações e controlar a venda de petróleo, e comentou a posição de Delcy Rodríguez após a captura de Nicolás Maduro.
- Rubio diz que a Venezuela tem interesse em cooperar com os EUA
- Governo americano afirma que não planeja ação militar na Venezuela
- Maduro foi capturado em 3 de janeiro e levado aos EUA
- EUA querem controlar a venda do petróleo e normalizar relações
- Há dúvidas se Delcy Rodríguez aceitará cortar laços com Irã, China e Rússia
Rubio diz que cooperação com os EUA interessa à Venezuela e nega plano militar
O secretário de Estado, Marco Rubio, disse ao Senado que o governo dos Estados Unidos não pretende recorrer a ações militares na Venezuela e que a cooperação entre os dois países é do interesse venezuelano. O pronunciamento ocorreu durante explicações sobre a operação de 3 de janeiro, que resultou na captura de Nicolás Maduro.
Esclarecimentos sobre a operação de 3 de janeiro
Rubio apresentou detalhes sobre a ação que levou à detenção de Maduro e à transferência do casal para Nova York para responder a acusações criminais. Ele descreveu a intervenção como uma operação de aplicação da lei e afirmou que a curta duração torna improvável que seja classificada como ato de guerra que exigiria autorização do Congresso.
Segundo Rubio, a administração pretende gerir a comercialização do petróleo venezuelano e normalizar relações diplomáticas, sem estabelecer prazos rígidos para outras medidas políticas.
Situação de Delcy Rodríguez e a cooperação futura
Com Delcy Rodríguez liderando um processo de transição em Caracas, Rubio afirmou que sua permanência dependerá da disposição em cooperar com os Estados Unidos. Ele avaliou que Delcy conhece as consequências enfrentadas por Maduro e sugeriu que a colaboração com Washington é vital para sua estabilidade política.
Relatórios de inteligência, conforme citado pelo secretário, indicam dúvidas sobre até que ponto Delcy aceitaria romper laços com parceiros como Irã, China e Rússia. A presença de representantes desses países na posse dela reforça incertezas sobre sua posição.
Pressões e perguntas no Senado
Senadores — sobretudo da oposição — questionaram Rubio se a ação americana excedeu autoridade e quais seriam os critérios de sucesso da política dos EUA caso Delcy permaneça no poder. Rubio disse ser cedo para avaliar resultados, que espera avanços nos próximos meses e que a nomeação de uma embaixadora para Caracas facilitará a coordenação bilateral.
Ele também afirmou que os Estados Unidos podem ser um parceiro melhor para a Venezuela do que alguns aliados atuais, citando preocupações com a presença e vendas de armamentos por parte do Irã.
Conclusão
Rubio deixou claro ao Senado que a ação de 3 de janeiro foi tratada como operação de aplicação da lei e que, oficialmente, não há intenção de uso de força militar. A aposta é na cooperação como caminho para normalizar relações e gerir a comercialização do petróleo venezuelano.
A situação de Delcy Rodríguez é peça-chave: sua permanência dependerá da disposição em cooperar com os EUA, mas permanece incerta a ruptura com parceiros como Irã, China e Rússia. Nos próximos meses, o desenrolar das negociações e a conduta de Caracas definirão se o plano avança.
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Perguntas Frequentes
- O que Rubio quis dizer ao afirmar que a Venezuela deve cooperar com os EUA?
Rubio argumenta que a cooperação traria benefícios práticos, como mais comércio, acesso ao mercado de petróleo e redução da influência de parceiros considerados hostis.
- Delcy Rodríguez corre o mesmo risco de Maduro?
Rubio sugeriu que Delcy conhece o destino de Maduro, mas não prometeu prisão automática. A opção existe, segundo ele, mas a política oficial não prevê ação militar.
- Os EUA vão realizar nova operação militar na Venezuela?
Rubio afirmou que o governo não pretende nem espera usar força militar. A ação de 3 de janeiro foi descrita como aplicação da lei, não como ato de guerra.
- O que muda para o petróleo venezuelano com essa cooperação?
Os EUA querem gerenciar a comercialização do petróleo. A cooperação poderia liberar vendas e receita, além de reduzir o espaço para aliados adversários no mercado petroleiro venezuelano.
- Delcy vai cortar relações com Irã, China e Rússia?
Não está claro. Fontes indicam que Delcy pode resistir; Rubio admite incertezas, mas defende que os EUA seriam um parceiro preferível para a Venezuela.