Senado aprova ampliação gradual da licença-paternidade para vinte dias e cria salário-paternidade

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O Senado aprovou um projeto que regula a licença-paternidade no Brasil e amplia o período de afastamento de forma gradual, criando também o salário-paternidade pago pela Previdência Social. A proposta busca equiparar direitos com a licença-maternidade e promover maior equilíbrio na divisão das responsabilidades familiares, fortalecendo a proteção à criança e à família.

  • A licença-paternidade aumenta de cinco para vinte dias de forma gradual
  • Foi criado o salário-paternidade pago pela Previdência Social
  • O objetivo é deixar os direitos do pai parecidos com os da mãe
  • Empresas precisam se adaptar para manter a estabilidade no emprego durante o afastamento
  • O projeto ainda precisa da sanção do presidente para virar lei

Senado aprova expansão gradual da licença-paternidade e cria salário-paternidade

Resumo dos fatos

O Senado aprovou um projeto que regula a licença-paternidade no Brasil, ampliando o período de afastamento de 5 para até 20 dias de forma gradual. O texto também cria o salário-paternidade, benefício pago pela Previdência Social durante o período de licença. A medida, já aprovada pela Câmara, segue para sanção presidencial e a votação ocorreu de forma simbólica.

Detalhes do cronograma e custos

A proposta prevê uma ampliação gradual ao longo de quatro anos, com a licença chegando a 20 dias. Em contraponto, a Câmara chegou a defender uma ampliação mais ampla, com até 60 dias, mas houve resistência por impacto fiscal. O custo estimado para a ampliação é de aproximadamente R$ 5,4 bilhões até 2030.

Regulação e proteção ao emprego

Segundo o parecer do Senado, a regulamentação alinha a proteção ao pai com as regras já existentes para a licença-maternidade, incentivando a participação dos pais nos cuidados com os filhos e fortalecendo a proteção à criança e à família. O projeto também institui estabilidade no emprego durante o período de afastamento, semelhante ao que já ocorre para mães, e prevê medidas para evitar dispensa sem justa causa logo no retorno.

Contexto legal e histórico

A discussão ganhou impulso após decisão do STF que identificou omissão do Congresso na regulamentação da licença-paternidade e determinou prazo para a aprovação de uma lei específica. Hoje, embora prevista na Constituição, a licença-paternidade não era regulamentada por lei própria desde 1988, quando uma norma transitória dispunha o mínimo de cinco dias.

Conclusão

Este conjunto de medidas representa um avanço significativo ao alinhar os direitos dos pais aos das mães, com a ampliação gradual da licença-paternidade até 20 dias e a criação do salário-paternidade pago pela Previdência Social. Ao incentivar a igualdade de direitos e o equilíbrio na divisão das responsabilidades familiares, fortalece a proteção à criança e à família e a participação paterna nos cuidados. Espera-se que as empresas promovam a estabilidade no emprego durante o afastamento; o custo estimado é de cerca de R$ 5,4 bilhões até 2030. Como o texto ainda depende da sanção presidencial para virar lei, a expectativa é de que, uma vez sancionado, o Brasil tenha um marco legal mais sólido para a paternidade responsável.

Frenquently asked questions

  • Como fica a licença-paternidade após a aprovação do Senado? Ela passa de 5 para 20 dias de forma gradual, e nasce o salário-paternidade pago pela Previdência. O texto segue para sanção presidencial.
  • O que é o salário-paternidade e quem paga? O salário-paternidade é o benefício pago pela Previdência Social durante o período de licença.
  • Em quanto tempo a ampliação chega a 20 dias? É gradual ao longo de quatro anos, começando com 5 dias e chegando a 20.
  • Quais são os impactos para as empresas com a ampliação? As empresas devem lidar com a estabilidade provisória e a gestão de equipes durante o afastamento, além dos custos do salário-paternidade.
  • Qual é o estágio atual do projeto? Já foi aprovado pela Câmara, o Senado manteve o texto sem mudanças, e agora depende de sanção presidencial.