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Daniel Vorcaro, banqueiro e controlador do Banco Master, surge como foco de uma apuração que relata pressão para repassar valores ao resort Tayayá, ligado ao ministro do STF Dias Toffoli. Os diálogos com seu cunhado, o pastor Fabiano Zettel, foram divulgados pela reportagem do O Estado de S. Paulo com material obtido pela Polícia Federal. As mensagens indicam autorizações de repasses ao Tayayá e citam a participação societária da família Toffoli na empresa Maridt. O conteúdo foi encaminhado pela Polícia Federal ao STF, alimentando a discussão sobre a atuação do ministro em casos envolvendo o Banco Master. A defesa de Vorcaro não comentou até o momento.
- Vorcaro afirmou ter sido pressionado a pagar ao Tayayá ligado a Toffoli
- Mensagens indicam repasses que somaram trinta e cinco milhões de reais ao Tayayá
- Zettel seria operador de Vorcaro nas negociações
- Toffoli afirmou não ser administrador nem gestor da Maridt, mas reconheceu participação na empresa da família
- PF enviou relatório ao STF; PGR analisa o conteúdo e o caso pressionou Toffoli a deixar a relatoria do Banco Master
Banquier pressionado a repassar recursos ao Tayayá, resort ligado a Toffoli
Contexto e origem das mensagens
Ele era o controlador do Banco Master e, conforme material produzido pela Polícia Federal, foi pressionado a realizar pagamentos ao resort Tayayá, ligado ao ministro do STF Dias Toffoli. As comunicações entre o empresário e seu cunhado, o pastor Fabiano Zettel, foram divulgadas pela imprensa. A PF indicou que as transações somaram até R$ 35 milhões direcionados ao Tayayá, empreendimento situado em Ribeirão Claro, no Paraná, onde a participação de uma empresa ligada à família Toffoli, a Maridt, permaneceu até 2025. O conteúdo foi encaminhado pela PF ao STF nesta semana, aumentando a pressão para que Toffoli saísse da relatoria de ações envolvendo o Master. A Procuradoria-Geral da República analisa as mensagens.
Detalhes das comunicações e papéis
As mensagens apontam que Zettel atuaria como operador do dinheiro para Vorcaro. Em resposta, Toffoli afirmou não atuar como administrador nem gestor da Maridt, negando recebimento de repasses. Em maio de 2024, Vorcaro cobrou de Zettel um aporte para o Tayayá, alegando estar em dificuldade financeira; o cunhado respondeu que poderia ser na semana seguinte. Em seguida, Zettel enviou uma lista de pagamentos com a anotação Tayaya – 15, sugerindo um montante de R$ 15 milhões. Vorcaro ordenou: pague tudo hoje.
Meses depois, em agosto de 2024, Vorcaro questionou se o negócio do Tayayá já havia sido fechado; ao saber que o valor foi transferido a um intermediário, ele reagiu contestando onde estaria a soma. Zettel informou que o dinheiro estava com o proprietário do Tayayá e que haveria transferência de participação. Em seguida, Vorcaro solicitou um detalhamento de todos os aportes já feitos; Zettel respondeu que já foram pagos R$ 20 milhões previamente e R$ 15 milhões adicionais.
Conclusão
Esta análise aponta que o material obtido pela Polícia Federal sugere uma pressão para repassar recursos ao Tayayá, resort ligado ao ministro Dias Toffoli, envolvendo o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o cunhado Fabiano Zettel. As mensagens indicam repasses que, segundo a imprensa, somaram até R$ 35 milhões, com a participação societária da família Toffoli na empresa Maridt. O conteúdo foi encaminhado pela PF ao STF, elevando o escrutínio sobre a atuação do ministro em casos envolvendo o banco. A Procuradoria-Geral da República analisa o material, enquanto o caso segue em apuração. Em termos institucionais, o processo ressalta a necessidade de apurações transparentes para esclarecer papéis e responsabilidades, preservando a confiança nas instituições financeiras e judiciais. O desfecho dependerá das investigações em curso, que poderão confirmar ou afastar vínculos entre as partes e a possível influência sobre a relatoria do Banco Master.
Frenquently asked questions
- O que as mensagens sugerem sobre a pressão para pagar o Tayayá? As mensagens mostram Vorcaro dizendo que foi pressionado a repassar recursos ao Tayayá, ligado a Toffoli, com repasses que somaram cerca de 35 milhões.
- Quem é o Tayayá e qual é a relação com Toffoli? Tayayá é um resort em Ribeirão Claro (PR). A Maridt, empresa ligada a Toffoli e à família dele, tinha participação até 2025.
- Qual o papel de Fabiano Zettel nas mensagens? Zettel, cunhado de Vorcaro, atuaria como operador, enviando pedidos e listas de pagamentos e repassando informações sobre as cotas do Tayayá.
- O que Toffoli disse sobre a participação na Maridt? Toffoli reconheceu ser sócio da Maridt, empresa que teve participação no Tayayá, mas disse não ser administrador nem gestor da Maridt.
- Qual o status atual da investigação? A PF encaminhou as mensagens ao STF; a PGR analisa o conteúdo. A defesa de Vorcaro não se manifestou.