Crise no IBGE cresce com demissão de gerente de publicações após saídas na área de Contas Nacionais

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A crise no IBGE se agrava com a exoneração da gerente de publicações, Ana Raquel Gomes da Silva, após baixas na área de Contas Nacionais. Servidora com mais de 40 anos de carreira, sua saída é vista por colegas como possível retaliação a denúncias sobre uso político de publicações. O ambiente interno está de tensão e há preocupação sobre impacto nos prazos e na divulgação do PIB 2025.

  • Exoneração de gerente de publicações aumenta tensão no IBGE
  • Saídas na área de Contas Nacionais geram clima de incerteza
  • Há suspeitas de retaliação por denúncias sobre uso político de publicações
  • Funcionários temem atraso na divulgação e em projetos do PIB
  • Setor de publicações deve ser transferido e haverá substituições internas

Exoneração de gerente de publicações aprofunda crise no IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demitiu nesta semana a gerente de publicações Ana Raquel Gomes da Silva, servidora com mais de quatro décadas de carreira. A saída ocorre após uma série de desligamentos na área de Contas Nacionais e alimenta suspeitas de retaliação por denúncias sobre uso político de material institucional, segundo relatos de funcionários.

Contexto: saídas na área de Contas Nacionais

Na semana anterior, a coordenação das Contas Nacionais sofreu mudanças significativas. A pesquisadora Rebeca Palis foi afastada da coordenação, e outros três gerentes — Cristiano Martins, Claudia Dionísio e Amanda Tavares — deixaram cargos de chefia. Os quatro seguirão como servidores concursados no IBGE, mas sem posições de gerência.

As movimentações ocorrem pouco mais de um mês da divulgação do PIB 2025, aumentando a preocupação entre técnicos sobre possíveis atrasos em prazos, revisões e projetos em curso.

Detalhes da exoneração e movimentação interna

Fontes afirmam que a exoneração de Ana Raquel foi comunicada em reunião na unidade da Tijuca, no Rio de Janeiro, onde funciona a Gerência de Sistematização de Conteúdos Informacionais (Gecoi). Também foi anunciado o deslocamento do setor para a unidade em Parada de Lucas. A substituição deve ser por um servidor recentemente nomeado, ainda sem identificação pública. A decisão teria sido comunicada por um coordenador do Centro de Documentação, informação não confirmada oficialmente pelo IBGE. Fontes ou leitores que queiram contatar a redação podem usar a nossa página de contato.

Alegações anteriores sobre uso político de publicações

No ano passado, técnicos da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE) redigiram carta criticando o tom de comunicados da presidência do instituto. O documento apontou problemas no material “Brasil em números 2024”, cujo prefácio trazia texto da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra. Na época houve denúncia interna de utilização de publicações oficiais com fins políticos. A demissão atual reacende suspeitas entre servidores de ligação entre medidas disciplinares e aquelas denúncias.

Impacto e perspectivas

A exoneração de Ana Raquel Gomes da Silva aprofundou a crise interna do IBGE. Além do efeito simbólico, há risco concreto de atrasos nos cronogramas e de comprometimento na divulgação do PIB 2025, caso a perda de pessoal-chave prejudique revisões e projetos técnicos. A ausência de pronunciamento oficial do instituto amplia a incerteza, tornando a situação um teste de resistência institucional. Transparência e apuração são apontadas por funcionários como medidas urgentes para restaurar confiança e preservar a qualidade técnica.

Acompanhe os desdobramentos na cobertura do MoneyNews.

Perguntas frequentes

  • O que aconteceu no IBGE?
  • Ana Raquel Gomes da Silva, gerente de publicações, foi exonerada após quatro saídas na área de Contas Nacionais. O clima interno está tenso.
  • Por que dizem que foi retaliação?
  • Fontes afirmam que ela teria denunciado uso político de publicações do IBGE; a exoneração é vista por colegas como possível represália.
  • Isso pode atrapalhar a divulgação do PIB 2025?
  • Sim. Saídas na equipe de Contas Nacionais podem atrasar revisões e projetos ligados ao PIB.
  • Os servidores que deixaram cargos vão sair do instituto?
  • Não. Eles continuarão trabalhando no IBGE, mas não ocupam mais cargos de gerência.
  • O IBGE já se pronunciou sobre a exoneração?
  • Até a publicação, o IBGE não confirmou nem comentou oficialmente a exoneração.

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