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O premiê Nikol Pashinyan guia a Armênia rumo às eleições para a Assembleia Nacional, que prometem ser um marco geopolítico. Ele busca aproximação com o Ocidente e com a União Europeia, desafiando a influência da Rússia e buscando diversificar alianças com China e Índia. Moscou encara isso como uma mudança na esfera de influência e teme perder espaço estratégico na região. O país caminha para uma eleição que pode redesenhar suas garantias de segurança e parcerias externas.
- Pashinyan busca aproximação com o Ocidente e a UE, com alianças mais diversas.
- A Rússia vê a Armênia como zona de influência e teme perder espaço estratégico.
- Armênia diversifica parcerias com China, Índia e outras Nações.
- UE e EUA ganham peso; a UE pressiona por referendo na EAEU, que Pashinyan rejeita.
- As eleições devem favorecer Pashinyan, mas apoio na Assembleia é incerto e a propaganda russa continua.
Armênia enfrenta dilema geopolítico às vésperas das eleições para a Assembleia Nacional
Contexto estratégico e cenário internacional
A Armênia enfrenta uma disputa geopolítica às vésperas de sua eleição para a nova Assembleia Nacional. O governo liderado por Nikol Pashinyan tem adotado uma linha de maior aproximação com o Ocidente e com a União Europeia, desafiando a influência russa na região. Moscou, que encara o território como parte de sua esfera de influência, expressa preocupação com a perda de espaço estratégico. Além disso, há pressão para ampliar alianças com países como a China e a Índia, em busca de maior diversificação.
Relações históricas com a Rússia
Os laços entre Rússia e Armênia são profundos e tensos. A Armênia já integrou o Império Russo e, depois, a União Soviética, recebendo investimentos significativos em setores como energia. A usina de Metsamor opera com participação russa pela Rosatom, e a Rússia continua sendo importante fornecedora de gás e parceiro comercial. Há também uma base militar em Gyumri e uma comunidade russa que cresceu desde o conflito com a Ucrânia. Especialistas dizem que a relação é marcada por uma lida de longa data entre os dois povos, porém com divergências modernas.
Eventos recentes que afetam o equilíbrio
A relação ganhou contorno em anos recentes. Em 2018, um movimento social liderado por Pashinyan contribuiu para a queda do então primeiro-ministro, gesto visto por Moscou como um revés. O não envolvimento russo na guerra de Nagorno-Karabakh entre 2020 e 2023 gerou ceticismo entre os armenianos e levou a mudanças na percepção sobre a influência russa. Em 2024, a Armênia congelou a participação no bloco CSTO (antiga Organização do Tratado de Segurança Coletiva), citando falhas de resposta a ameaças de segurança, enquanto Moscou apontou limitações de mandato para atuar na região.
O papel da União Econômica Eurasiática e a pressão por referendo
A União Econômica Eurasiática (UEE) pressionou a Armênia a realizar um referendo para confirmar sua permanência no bloco, caso deseje se aproximar da União Europeia. O governo rejeitou a ideia de um referendo, afirmando que a ligação com a UE permanece uma possibilidade a ser avaliada conforme circunstâncias futuras. Analistas veem esse movimento como parte de uma estratégia para manter opções abertas, sem romper com a Rússia por completo.
Caminho da política externa e o voto no domingo
Estimativas indicam que o bloco de Pashinyan pode vencer as eleições, mas a formação de maioria estável na Assembleia é incerta. A população armênia demonstra ceticismo em relação ao sistema político, o que pode afetar o apoio a medidas de grande importância. Observadores destacam que o governo está buscando uma linha de equilíbrio entre manter laços com a Rússia e explorar oportunidades com o Ocidente e outras potências.
Governança regional e leitura de especialistas
Segundo historiadores e analistas, a Armênia está tentando evitar depender unicamente de uma potência externa. A ideia é construir uma rede de parcerias que garanta segurança, energia e crescimento econômico. Pesquisadores apontam que a Rússia pode usar o contexto regional como alavanca, mantendo a pressão para reforçar sua influência, mas sem um confronto direto. O governo, por sua vez, evita apresentar Moscou como inimigo, adotando uma postura cuidadosa na comunicação.
Conclusão
A Armênia encontra-se em um momento decisivo, com o governo de Nikol Pashinyan buscando consolidar uma política externa mais diversificada que reduza a dependência de uma única potência. Ao mirar uma maior aproximação com o Ocidente e com a União Europeia, e ao mesmo tempo manter canais pragmáticos com a Rússia e expandir alianças com China e Índia, o país busca garantir segurança, energia e crescimento econômico por meio de um equilíbrio estratégico. Esse movimento, embora aumente a autonomia nacional, expõe a Armênia a pressões de múltiplos lados e demanda uma diplomacia cuidadosa para evitar rupturas profundas. As eleições devem sinalizar o peso relativo de cada eixo, e a formação de maioria ainda pode depender da credibilidade interna e da capacidade de sustentar políticas de longo prazo. Em última análise, o país pode emergir com uma posição mais pragmática e resiliente, que preserve a soberania e ofereça opções estratégicas frente a ameaças regionais, sem abandonar completamente laços existentes.
Perguntas frequentes
- Qual é o dilema principal das eleições na Armênia? Resposta: A Armênia precisa escolher entre se aproximar do Ocidente e da UE ou manter laços fortes com a Rússia. Pashinyan quer diversificar alianças. A Rússia quer manter influência.
- O que Putin teme com a vitória de Pashinyan? Resposta: Perder influência no Cáucaso. A Armênia pode se abrir mais para a UE. A Rússia pode pressionar mais economicamente ou militarmente.
- Qual o papel dos EUA e da UE na campanha? Resposta: EUA e UE buscam parcerias com a Armênia. Um acordo com Marco Rubio reforça cooperação econômica. A UE participa de fóruns que ajudam a demonstrar opções ao país.
- O que significa o possível referendo da União Econômica Eurasiática para a Armênia? Resposta: A UEE pressiona por um referendo sobre ficar no bloco. Pashinyan rejeita. A ideia aumenta a pressão sobre a Armênia e mostra o conflito entre aliados.
- Como os armênios veem o futuro das relações com a Rússia? Resposta: Muitos querem menos dependência. Há orgulho na parceria histórica, mas cansaço com a dependência. O governo busca equilíbrio entre Ocidente e Rússia.