Secretário de Estado dos EUA alerta que presidente interina da Venezuela pode ser deposta como Maduro

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Ele, o secretário de Estado americano Marco Rubio, vai advertir que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pode ser deposta se não cooperar com os interesses de Washington. Ele fará esse alerta em audiência no Senado e explicará a operação que levou à queda de Maduro e os próximos passos dos EUA na Venezuela. Delcy tenta implementar mudanças, mas enfrenta dúvidas das agências de inteligência americanas e pressão para se afastar de aliados como Irã, China e Rússia. O recado é claro: os EUA dizem estar prontos a usar a força se outros meios não funcionarem.

  • Rubio alerta que Delcy Rodríguez pode ser deposta se não cooperar com os EUA
  • EUA afirmam estar prontos a usar força para obter cooperação
  • Prisão de Maduro é usada pelos EUA para justificar ações em Caracas
  • Pressão americana foca reforma do petróleo e combate ao narcotráfico
  • Oposição e democratas criticam risco de envolvimento prolongado

Rubio alerta que Delcy Rodríguez pode ser deposta se não cooperar com os EUA

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, avisou que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, corre risco de ser removida do poder caso não colabore com a administração americana. A advertência será apresentada em depoimento ao Senado, em que Rubio explicará a operação de 3 de janeiro que resultou na captura de Nicolás Maduro e detalhará os próximos passos do governo de Donald Trump na região.

Detalhes da advertência e da audiência

Trechos do discurso, divulgados pelo Departamento de Estado, indicam que Rubio ligará a continuidade de Delcy à cooperação com os EUA. Ele reiterará que Washington está preparado a recorrer à força se outras medidas falharem. O secretário classificará a ação de janeiro como uma operação de aplicação da lei, feita com apoio operacional das Forças Armadas americanas, e defenderá que não houve perda de vidas americanas.

Dúvidas sobre alinhamento e pressão geopolítica

Relatórios de inteligência americanos apontam incerteza sobre a disposição de Delcy em seguir a estratégia dos EUA. Há dúvidas sobre se ela aceitaria romper laços com países como Irã, China e Rússia. A cerimônia que empossou Delcy contou com a presença de representantes desses governos, segundo relatos.

Reações no Congresso e críticas

No Senado, legisladores democratas têm criticado a manutenção de Delcy no poder e alertado para o fortalecimento de influências externas na Venezuela. Autoridades do partido afirmam que a cooperação anunciada pela interina parece temporária e insuficiente para reduzir a presença de aliados estrangeiros.

Acusações contra Maduro e consequências da operação

O governo americano acusa Maduro de crimes relacionados ao narcotráfico e abriu processo contra ele. Após a captura, Maduro e sua esposa foram levados aos EUA para responder a essas acusações. O governo venezuelano, por sua vez, informou que mais de cem pessoas morreram durante a ação, incluindo cubanos que teriam tentado defender o ex-presidente.

Política energética e medidas econômicas

A administração Trump tem pressionado por mudanças na indústria petrolífera venezuelana. A Casa Branca sugeriu acordos que beneficiem empresas americanas e anunciou intenção de receber até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano após a queda de Maduro, conforme documentos e declarações oficiais. Autoridades dos EUA também interceptaram pelo menos sete petroleiros ligados às exportações venezuelanas e tomaram medidas contra uma frota paralela de embarcações.

Conclusão

Rubio deixou claro que a permanência de Delcy Rodríguez no poder está condicionada à cooperação com os EUA. A operação que levou à prisão de Maduro serviu de justificativa para a pressão americana sobre reformas do petróleo e o combate ao narcotráfico. Há uma linha tênue entre pressão diplomática e intervenção aberta: relatórios de inteligência apontam incertezas sobre o alinhamento de Delcy e seu rompimento com aliados como Irã, China e Rússia. No Congresso, democratas e a oposição alertam para riscos de envolvimento prolongado. Para os venezuelanos, o cenário pode significar mais instabilidade e sofrimento — a situação continua na corda bamba.

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