Brasil diz que motivos das tarifas dos EUA não são legítimos e mantém conversas com representante de Trump

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O chanceler Mauro Vieira afirmou que as justificativas dos EUA para impor tarifas ao Brasil não são legítimas. Em Paris, durante encontro da OCDE, ele discutiu com Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, ressaltando que o Brasil apresentou todas as provas para rebater as tarifas. Eles concordaram em manter o diálogo, mesmo diante das recomendações de tarifas para produtos brasileiros.

  • Brasil apresentou provas para rebater as justificativas dos EUA para tarifas
  • Mauro Vieira afirmou que as razões dos EUA não são legítimas
  • Encontro ocorreu à margem da OCDE em Paris com Jamieson Greer, mantendo o diálogo
  • Concordaram em manter as negociações e seguir o diálogo aberto
  • Brasil quer que as avaliações das investigações sejam consideradas para evitar tarifas

Brasil contesta justificativas dos EUA para tarifas, afirma ministro em Paris

Encontro na OCDE e posição de ambos os lados

Mauro Vieira afirmou, em Paris, que o Brasil apresentou provas suficientes para refutar os argumentos dos Estados Unidos que embasam a imposição de tarifas. Segundo ele, as razões apresentadas pela parte norte‑americana não são legítimas. A declaração foi dada ao GloboNews.
O chanceler confirmou ter conversado com o Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, durante o encontro à margem de uma reunião da OCDE. Vieira destacou que as discussões foram abertas e que o governo brasileiro mantém o diálogo, especialmente após anúncios e laudos das investigações sob a seção 301. Greer afirmou que o diálogo com o Brasil é contínuo e que as negociações devem seguir avançando.

Contexto político e cronologia das negociações

O ministro lembrou a Greer que as recomendações de tarifas foram apresentadas antes do término do prazo acordado entre o presidente Lula e o presidente Trump para buscar uma solução por meio de negociações, um período de 30 dias. A janela foi estabelecida para facilitar uma solução negociada entre as duas nações.

Detalhes sobre as propostas e o andamento das negociações

Nos últimos dias, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) indicou uma possibilidade de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros e propôs uma sobretaxa adicional de 12,5%, ligada a alegações de falhas no combate ao trabalho forçado. A imprensa acompanhou que o tema esteve próximo de um acordo no âmbito da sessão da OCDE em Paris, com participantes ressaltando a disposição de manter o diálogo aberto.

Conclusão

Em Paris, na OCDE, o chanceler Mauro Vieira manteve o diálogo com Jamieson Greer, sinalizando que o país continuará as negociações e cobrando que as avaliações das investigações sejam consideradas para evitar novas tarifas sobre produtos brasileiros. Do lado norte‑americano, o Escritório do Representante de Comércio (USTR) mantém a proposta de tarifas de 25% e uma sobretaxa de 12,5%, destacando preocupações com o combate ao trabalho forçado. A janela de 30 dias acordada entre Lula e Trump para buscar uma solução negociada permanece como referência, demonstrando a vontade de avançar por meio do diálogo aberto.

Perguntas frequentes

  • O que o Brasil disse sobre os motivos das tarifas dos EUA? Não são legítimos. O ministro Mauro Vieira disse que o Brasil apresentou provas para rebater.
  • Com quem o Brasil manteve conversa na OCDE? Mauro Vieira conversou com Jamieson Greer, o representante comercial dos EUA, à margem da OCDE em Paris.
  • O que o Brasil quer manter nas negociações? Quer manter o diálogo e continuar as conversas, mesmo diante das tarifas recomendadas.
  • Qual prazo foi discutido entre Lula e Trump? O prazo é de 30 dias para buscar uma solução negociada.
  • Quais tarifas os EUA recomendaram aos brasileiros? Tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, mais uma sobretaxa de 12,5% por falhas no trabalho forçado.