Governo amplia bloqueio de gastos e Durigan diz que é cortar na própria carne

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, conduz a ampliação do bloqueio de gastos dos ministérios para cumprir o limite de despesas do ano. Um novo relatório será divulgado em breve para detalhar as contas públicas e o andamento da meta fiscal. O governo afirma que o ajuste busca equilibrar as contas públicas diante de gastos obrigatórios e que parte da receita será obtida com receita extra de petróleo, destinada a financiar subsídios para combustíveis.

  • Governo ampliará o bloqueio de gastos dos ministérios para cumprir o teto de despesas.
  • O valor congelado deve aumentar, reduzindo despesas discricionárias.
  • A arrecadação extra com petróleo deve financiar subsídios de combustíveis.
  • Não haverá contingenciamento divulgado; não existem valores contingenciados no momento.
  • O relatório bimestral trará a inflação prevista e mostrará a arrecadação adicional com petróleo.

Governo amplia bloqueio de gastos para cumprir teto de 2023 com novo relatório

Contexto da decisão

O governo federal sinaliza que vai anunciar amanhã uma ampliação do bloqueio de gastos dos ministérios para manter o teto de despesas de 2023. Atualmente, R$ 1,6 bilhão já está congelado. A medida pretende conter o crescimento de gastos obrigatórios e será parcialmente financiada pela arrecadação adicional de petróleo, decorrente da alta dos preços internacionais. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, não informou o valor exato do novo bloqueio, mas ressaltou que será um ajuste significativo, afirmando que o governo cortará na própria carne. A confirmação foi feita em entrevista à CNN Brasil. O relatório bimestral, que detalha despesas e receitas, é elaborado pelos ministérios da Fazenda e do Orçamento e Planejamento.

Detalhes do relatório e impactos fiscais

O documento apresentado a cada dois meses atualiza o cenário fiscal e verifica o cumprimento da meta primária. Uma das ferramentas usadas é o bloqueio de recursos, aplicado quando as estimativas de despesa excedem o teto. Para trazer o gasto de volta ao limite, reduzem-se as despesas discricionárias, como investimentos. O contingenciamento, que ocorre em caso de receita insuficiente, não está previsto pelos técnicos no momento, e não há valores contingenciados em aberto. O relatório também deve trazer a projeção de inflação para 2026, que pode subir para até 4,5%, ainda dentro da banda de tolerância.

Receita de petróleo e uso dos recursos

De acordo com a pasta econômica, a elevação dos preços do petróleo tende a gerar uma receita adicional para subsidiar combustíveis. Dados da Receita Federal indicam um salto de 264% na arrecadação com petróleo e gás natural nos primeiros quatro meses do ano, passando de R$ 11 bilhões para R$ 40,2 bilhões. Em projeções conservadoras, essa energia extra pode render cerca de R$ 40 bilhões. O desempenho da arrecadação federal nesse período de 2026 atingiu aproximadamente R$ 735 bilhões, um recorde histórico para o intervalo com séries que remontam a 1995.

Conclusão

Este movimento reforça o compromisso do governo com o equilíbrio fiscal, ampliando o bloqueio de gastos para manter o teto de despesas de 2023 e conter os gastos obrigatórios. A medida busca reduzir as despesas discricionárias sem recorrer ao contingenciamento, que não está previsto no momento. A receita extra de petróleo deve financiar subsídios para combustíveis, fortalecendo a gestão das contas públicas. O relatório bimestral deverá apresentar a inflação prevista e detalhar a arrecadação adicional, promovendo maior transparência sobre o desempenho fiscal. Em síntese, o governo mantém o objetivo de cumprir a meta fiscal de 2023, apoiado pela renda do petróleo e por ajustes de despesas, enquanto monitora o cenário sem indicar contingenciamento imediato.

Perguntas frequentes

  • O que significa ampliar o bloqueio de gastos? O governo vai aumentar o bloqueio de recursos para manter o gasto dentro do teto de 2023, cortando despesas discricionárias.
  • Por que Durigan diz que é cortar na própria carne? Porque o ajuste envolve cortes fortes nos gastos, não aumento de receitas. É um aperto duro.
  • Quanto já está congelado hoje no orçamento? R$ 1,6 bilhão.
  • Como a arrecadação com petróleo ajuda a financiar subsídios? A alta do petróleo pode gerar cerca de R$ 40 bilhões a mais. Esse dinheiro cobre subsídios de combustível.
  • O que esperar do relatório em termos de inflação? Pode subir a projeção de inflação para 2026, ainda dentro da tolerância de 4,5%. Não deve haver contingenciamento previsto.